Cidade Mais Acessível: Convênio foi assinado nesta quarta-feira (20)

Ações voltadas para a inclusão das pessoas com deficiência serão debatidas na Serra
Cidade Mais Acessível: Convênio foi assinado nesta quarta-feira (20)
TEXTO: Djeisan Letieri   FOTO: Djeisan Letieri/PMS

Quebra de barreiras físicas e comportamentais, e inclusão. Essas são algumas expressões que podem definir os objetivos do convênio que foi assinado na manhã desta quarta-feira (20) pela Prefeitura da Serra com o Tribunal de Contas do Estado para a implantação do projeto Cidade Mais Acessível.

O evento teve início com a apresentação da banda de congo da Pestalozzi da Serra que executou, em ritmo de congo, o hino nacional. Na assinatura, a vice prefeita da Serra, Lourencia Riani, afirmou que a administração municipal está assumindo o compromisso de implantar políticas públicas na cidade que incluam todas as pessoas.

O secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marlon Amorim, pontuou, durante o evento, que dar acessibilidade é dar dignidade para as pessoas com deficiência, que na Serra somam mais de 100 mil. “A realidade desses cidadãos, muitas vezes, não é pintada com cores bonitas, pois o preconceito e as dificuldades são enfrentadas no dia a dia. Precisamos ter uma cidade que respeite as necessidades de cada um.", disse.

Já o presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência da Serra, Luciano Ferreira, disse que em 18 anos de luta pela causa  já viu muita coisa mudar. “Hoje as pessoas pensam sobre acessibilidade, o que já é um ganho. Na educação e na assistência essa visão aflorou também”, pontuou.

A controladora geral da Serra, Magali Nunes, também disse, que o caminho ainda será longo, e que o convênio é um marco nesta nova estrada que a Serra quer trilhar.

Ainda durante a cerimônia, o representante do Tribunal de Contas e idealizador do projeto, João Estevam, falou sobre o cenário da acessibilidade no mundo. Segundo ele, 80% dos deficientes moram em países ainda em desenvolvimento.

Estevam explicou como funciona o projeto, que fornece palestras e treinamento para entidades que queiram aderir. Em cada local é formada uma comissão que fará um plano com ações voltadas para a inclusão das pessoas com deficiência. “Precisamos quebrar barreiras culturais, comportamentais, que levam ao cidadão comum, por exemplo, a estacionar em uma vaga destinada ao deficiente. Além disso, promover obras que contemplem as particularidades de quem tem necessidades especiais ”, analisou.