Mais de 600 famílias na Serra recebem a chave da casa própria

Os novos moradores de Ourimar I e II viviam em áreas de risco e agora irão para casas estruturadas
Mais de 600 famílias na Serra recebem a chave da casa própria
TEXTO: Christian do Nascimento   FOTO: Julius Carvalho

Uma casa para morar com o endereço fixo. Foram anos de espera, mas a perseverança valeu a pena. De moradora de rua, com dois filhos pequenos, à proprietária de um imóvel totalmente novo. Esta é a nova realidade da ambulante Angela Aparecida, 42 anos. Ela e outras 607 famílias foram beneficiadas pelos empreendimentos Ourimar I e II. As chaves da casa própria foram entregues na tarde desta sexta-feira (1º), em Ourimar, na Serra. As novas residências ficam na Rua Domineu Rody Santana, 137.

“Estou vivendo a maior expectativa. Eu não esperava que isso um dia fosse acontecer na minha vida, mas de fato aconteceu. Eu tenho muita fé em Deus, Ele sempre cuidou de mim. Eu cheguei aqui há mais de 15 anos. No início eu morei na rua com os meus dois filhos, que na época tinha 1 e 2 anos. Foi quando eu percebi que tinha que lutar. E hoje percebo que valeu a pena”, comemorou Angela.

Nos últimos 10 anos, Angela morou em uma casa por meio do aluguel social. “Hoje os meus filhos estão criados. Um de 16 e outro 18 anos. Quando entrei na minha nova casa eu fiquei muda. Pedi muito a Deus para ter uma casa toda branquinha, com azulejos.Tudo o que estou conseguindo é com a graça de Deus. Eu estou feliz, é uma realização”, disse a emocionada Angela.

Os novos moradores de Ourimar I e II viviam em áreas de risco de bairros como Vila Nova de Colares, Feu Rosa, Jacaraípe, Divinópolis, Cascata, Jardim Tropical, Jardim Carapina, Planalto Serrano, José de Anchieta, dentre outros.

Agora irão para lares estruturados. Os apartamentos são compostos por dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Para a concretização dos dois empreendimentos foi realizado um investimento de R$ 36 milhões.

A seleção de famílias para os empreendimentos Ourimar I e Ourimar II começou em 2015. Durante o processo foram observados critérios nacionais e municipais como Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadúnico), renda familiar, tempo de moradia no município, número de dependentes, mulher como chefe de família, estar em situação de vulnerabilidade e/ou aluguel social, famílias com pessoas idosas ou com deficiência, moradores de áreas de risco do município identificados pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e outros.