Sem emprego, amigas fazem curso e abrem negócio próprio na Serra

Elas fizeram cursos na área da beleza e abriram negócio próprio na Serra. Atualmente, as três empreendedoras estão fazendo o curso de maquiagem
Sem emprego, amigas fazem curso e abrem negócio próprio na Serra
TEXTO: Samantha Dias   FOTO: Everton Nunes/Secom-PMS

Na Rua Anhanguera, em Vila Nova de Colares, um pequeno imóvel abriga a concretização de um grande projeto. Lá, as irmãs Cleidiana Oliveira, de 24 anos, Gleudes Oliveira, 43 anos, juntamente com a amiga Iris Faustino, 33 anos, trabalham diariamente, entre esmaltes e secadores, para mudar a vida de cada uma delas, que estavam desempregadas, e suas famílias.

Tudo está sendo possível com qualificação e conhecimento, oferecidos pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter) do município. Elas fizeram cursos na área da beleza e abriram negócio próprio na Serra. Atualmente, as três empreendedoras estão fazendo o curso de maquiagem.

Para Cleidiana, por exemplo, esse é o quarto curso gratuito que ela participa. Ela já fez depilação, sobrancelha e manicure e pedicure. A iniciação no mundo da beleza começou em 2016, depois que ela perdeu o emprego como vendedora e buscou os cursos oferecidos pela Seter. Assim que terminava uma capacitação, ela já começava a realizar atendimentos em domicílio, sem nunca cessar a vontade de ampliar o conhecimento e a oferta de serviços oferecidos, com novos cursos. Gleudes e Iris têm histórias semelhantes e conquistavam as clientes realizando atendimentos em casa.

Especialista em cabelos cacheados, Iris sempre atuou na área da beleza. Trabalhou por muitos anos em outro salão de beleza, até que em determinado momento ela também se viu sem emprego e passou a fazer os cabelos das clientes em domicílio. Em 2018, fez o curso de design de sobrancelha oferecido pela Prefeitura da Serra.

“Faço sobrancelha e cabelo, mas minha especialidade é cabelo. Hoje, meu marido está desempregado e eu sustento a família sozinha com o trabalho no salão. Meus rendimentos são similares ao que eu ganhava como empregada, só que agora é muito melhor pois sou dona do meu negócio e dos meus horários”, contou Iris.

Já Gleudes dedicou os últimos quatro anos aos cuidados do pai, falecido no ano passado. Depois desse episódio, sem emprego, precisou voltar ao mercado e foi retomando e ampliando, aos poucos, os atendimentos em domicílio de manicure, pois já tinha experiência na área.

Até que em outubro do ano passado, as três decidiram abrir um salão no bairro. Juntas no salão e também na sala de aula do curso de maquiagem, elas buscam sempre ampliar suas opções de atendimento e garantir mais uma fonte de renda. “O curso de maquiagem ainda está no começo, mas estamos amando, os cursos são muito bons”, disse Cleidiana.

Gleudes percebeu no curso de maquiagem uma oportunidade para fidelizar, ainda mais, as clientes. “Queremos incrementar o serviço de maquiagem no salão, para que os clientes possam fazer tudo com a gente, o pacote completo. Já oferecemos penteado e as pessoas sempre procuram por maquiagem também”, disse.

Com pouco tempo de funcionamento, o salão já rende ótimos frutos. Segundo elas, o movimento no final do ano passado foi muito bom e a agenda sempre estava lotada.  Por mês, cada uma delas tem uma remuneração média de R$900.

Cheias de sonhos, as empreendedoras já projetam o futuro do negócio: “Queremos melhorar o salão, comprar novos equipamentos e dar mais conforto às clientes”, resume Iris.