Exposição de Ângela Gomes leva memória e arte ao Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos
Mostra está em cartaz até julho no Centro Interpretativo Aldeia dos Reis Magos, em Nova Almeida
Texto: Roberta Pelissari
- Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagens
Arte, memória e paisagens capixabas se encontram na exposição “Através da Janela, Além da Paisagem”, da artista plástica Ângela Gomes, em cartaz no Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos, em Nova Almeida. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o final de julho, na Galeria Belchior Paulo, de terça a domingo, das 9h30 às 17h30.
A exposição apresenta 17 obras em acrílica sobre tela, em diferentes formatos, que transportam o público para cenários marcados pelo afeto, pela memória e pela imaginação. Inspiradas em cidades e povoados do Espírito Santo, as telas revelam paisagens que dialogam com a identidade cultural capixaba, incluindo referências à histórica Igreja dos Reis Magos.
Com traços delicados e atmosfera onírica, as obras convidam o visitante a enxergar além do óbvio. A proposta da exposição utiliza a ideia da janela como elemento central da narrativa, despertando novos olhares e conduzindo o público por universos construídos a partir da sensibilidade e da força criativa da artista.
A secretária de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Wanessa Bruno, destacou a importância da exposição para a valorização cultural e turística do município. “A exposição fortalece a valorização da nossa cultura e das belezas do Espírito Santo, além de proporcionar ao público uma experiência artística sensível e inspiradora. Espaços como o Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos são fundamentais para promover a arte, preservar nossa história e incentivar o turismo cultural na Serra”, afirmou.
A mostra é gerenciada pelo Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos, coordenado pelo Instituto Modus Vivendi, e conta com o apoio da Prefeitura da Serra, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer.
Para Erika Kunkel, presidente do Instituto Modus Vivendi, a exposição reafirma o papel do espaço na valorização da cultura local. “A mostra de Ângela Gomes dialoga diretamente com a proposta do nosso espaço: valorizar a memória, a cultura e as experiências sensíveis do nosso território. Ao convidar o público a ir além do óbvio, a exposição amplia o olhar sobre as paisagens e histórias que compõem nossa identidade, conectando passado, imaginação e afeto”, afirma.
Sobre a artista
Ângela Gomes é natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e pinta desde os sete anos. Reconhecida nacional e internacionalmente, tornou-se referência da arte naïf no Espírito Santo pelo uso expressivo das cores, técnica apurada e sensibilidade artística. O estilo, também conhecido como arte ingênua, é marcado pela espontaneidade, cores vibrantes e riqueza de detalhes, geralmente inspirados no cotidiano, na cultura popular e na natureza.
Autodidata, transitou por diferentes estilos, das paisagens clássicas ao surrealismo e à abstração. Em 1981, realizou sua primeira exposição individual, em Vitória. Já em 1987, passou a se dedicar seu atualestilo após conhecer a artista Raquel Galena, em Embu das Artes (SP), momento marcante em sua trajetória.
Ao longo da carreira, Ângela expôs em instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Campinas e o Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, além de participar de mostras internacionais em países como Portugal, França, Mônaco e Peru. Em 2017, recebeu o prêmio SZYB WILSON, na Polônia, com três obras eleitas pelo júri popular entre os destaques do X Art Naif Festival.