Serra avança no combate à sífilis e alerta gestantes para prevenção

Queda expressiva da sífilis congênita reforça importância do pré-natal, da testagem precoce e do tratamento adequado

Serra avança no combate à sífilis e alerta gestantes para prevenção


Texto: Dayana Souza - Foto: Edson Reis

O município da Serra tem avançado no enfrentamento da sífilis e registrado uma redução significativa nos casos de transmissão da doença da mãe para o bebê. Mesmo com os resultados positivos, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) evitável e tratável, mas que ainda persiste, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento não ocorrem de forma precoce, inclusive durante o pré-natal.

Dados do panorama epidemiológico mostram uma queda expressiva nos casos de sífilis congênita nos últimos anos. O número de registros passou de 141 casos em 2023 para 75 em 2024 e 62 em 2025, o que representa uma redução de cerca de 56% em três anos.

Apesar desse avanço, o município também registrou aumento nos diagnósticos de sífilis em gestantes. Foram 603 casos em 2023, 650 em 2024 e 681 em 2025. O crescimento está diretamente relacionado à ampliação da testagem e à vigilância ativa, que têm permitido identificar a infecção ainda durante a gestação. Do ponto de vista da saúde pública, esse cenário é positivo, mas reforça a necessidade de atenção das futuras mães aos cuidados com a própria saúde.

A secretária municipal de Saúde, Fernanda Coimbra, destaca que os números indicam progresso, mas não permitem relaxamento. “A redução da sífilis congênita é um resultado importante, mas cada caso ainda representa um bebê exposto a riscos evitáveis. O pré-natal completo, com exames em dia e tratamento correto, é fundamental para proteger a criança”, afirma.

Os casos de sífilis adquirida também apresentaram redução mais recente, passando de 1.747 registros em 2024 para 1.577 em 2025. O dado reforça o impacto das ações educativas e preventivas realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde da Serra. Ainda assim, o alerta permanece: sem prevenção adequada e tratamento do parceiro, a gestante pode se reinfectar e colocar o bebê novamente em risco.

Desde 2023, a Secretaria de Saúde mantém uma Sala de Situação ativa para o monitoramento contínuo dos casos, o planejamento das ações e o fortalecimento do enfrentamento da sífilis, com foco na prevenção, na educação em saúde e na qualificação permanente da rede de atendimento.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a sífilis congênita pode ser evitada e que informação, sexo seguro, testagem e acompanhamento adequado no pré-natal são medidas essenciais para proteger a saúde das mulheres, dos bebês e da população em geral.